Júri

JÚRI INTERNACIONAL CURTAS

Manuel Mozos

Presidente

Manuel Mozos, nasceu em Lisboa em 1959. Frequentou o Curso de Cinema de 1981 a 1984, na Escola Superior de Teatro e Cinema. Trabalhou como montador, argumentista, anotador e assistente de realização.

Colabora assiduamente com publicações, escolas, institutos, universidades, associações culturais e de cinema, cineclubes e festivais. Desde 2002 trabalha na Cinemateca Portuguesa como técnico superior no ANIM.

Em 1989 realizou o seu primeiro filme “Um passo, outro passo e depois” (1989), vencedor de Melhor Filme Estrangeiro no Entrevues-Festival Internacional de Cinema de Belfort, em 1990.  Desde então, realizou mais de vinte filmes, entre ficção e documentário, curtas e longas-metragens entre os quais se destacam as longas-metragens “Quando Troveja” (1999), “Xavier”(2002), “4 Copas” (2002), “Ramiro” (2017), bem como os documentários “Lisboa no Cinema” (1994), “Cinema Português – Diálogos com João Bénard da Costa” (1997), “Ruinas” (2009), “João Bénard da Costa – Outros Amarão As Coisas Que Eu Amei” (2014) e “Sophia na Primeira Pessoa” (2019)  e a curta “A Glória de Fazer Cinema em Portugal” (2015).

Jayne Pilling

Depois de trabalhar em cinemas independentes, passou 11 anos no British Film Institute, tornando-se então diretora do Cardiff International Animation Festival (1993-1995). Posteriormente trabalhou no Reino Unido e internacionalmente como especialista em animação e historiadora, curadora de programas para festivais e museus e conferencista/ professora. Participou em mais de 40 júris de festivais internacionais. Fundadora / diretora do British Animation Awards, 1996-2018.

Curadora, editora e distribuidora de mais de 20 coleções de DVDs de curtas-metragens de animação independente britânicas e internacionais.

Lecionou no Royal College of Art de Londres, na Europa, nos EUA e na Ásia e foi bolsista de pesquisa em animação na Norwich School of the Arts, East Anglia University.

Membro da Comissão de Seleção do Programa l’Abbaye Fontrevaud Animator in Residency, França, 2009-2016.

Dirigiu a série de TV do Channel 4 sobre animação europeia. Simpósios internacionais com curadoria sobre as relações entre animação e outras formas de arte (Reino Unido, Itália, Portugal).

Os livros incluem Animating the Inconscious: Desire & Sexuality in Animation; 2D & Além; Um Leitor em Estudos de Animação; Desenhos Animados e Filmes; Mulheres e Animação: Um Compêndio. Esses livros estão no programa de estudos como leitura obrigatória em cursos universitários em todo o mundo e são regularmente citados em bibliografias de referência em livros de acadêmicos e alunos de doutoramento. Escreveu artigos para publicações em França, China, Itália, Taiwan, Áustria, Suíça, Espanha.

Trabalha ainda como tradutora.

Distinguida com o Prémio do Festival Internacional de Zagreb pela Contribuição para os Estudos de Animação, 2019.

Florence Miailhe

Nascida em 1956, Florence Miailhe licenciou-se pela École Nationale des Arts Décoratifs, especialização em gravura.

 

No início da sua carreira profissional trabalhou como designer de imprensa e apresenta exposições de desenhos e gravuras. Em 1991, realiza a sua primeira curta-metragem, Hammam, acabando por impor um estilo muito pessoal na área do cinema de animação. Nos seus filmes utiliza pintura, pastel ou areia, diretamente sob a câmara.

Os seus trabalhos foram reconhecidos não só em França mas também a nível internacional. É-lhe entregue o César para a Melhor Curta-metragem em 2002 com Au Premier Dimanche D’Août, uma menção especial no Festival de Cannes, em 2006, com o filme Conte de Quartier. Em 2015, na 39ª edição do Festival Internacional de Cinema de Animação de Annecy recebe o Cristal de Mérito pelo conjunto da sua obra.

Enquanto professora, lecionou em várias escolas de animação: les Gobelins, ENSAD, la Poudrière. Paralelamente, continua a sua atividade de artista plástica.

A maior parte dos filmes foram escritos em colaboração de Marie Desplechin.

JÚRI INTERNACIONAL ESTUDANTES

Alexandre Siqueira

Alexandre Siqueira (Rio de Janeiro,1980). Em 2000, co-realiza Sopa Fria, no âmbito  do curso de especialização de cinema de animação em volumes, em Lisboa. Desde então tem desenvolvido e colaborado em diversos projetos de curtas e longas-metragens, séries de animação e videoclipes. Em 2008, vai para a escola la Poudrière, em França, para se especializar em realização de filmes de animação. A sua curta-metragem de estudante intitulada «Viagem ao Campo de Girassóis» é bem acolhida em diversos festivais internacionais. A sua mais recente curta-metragem, Purpleboy, já recebeu diversas distinções, entre as quais a nomeação para os Annie Awards, o Grande Prémio no Animage, no Brasil e o Grande Prémio do Festival Anima, em Bruxelas. Actualmente, Alexandre vive em Lille (França).

Oscar de Santillana

Madrid, Espanha.

Académico, fã e promotor do cinema de animação, dedicou uma grande parte da sua carreira ao ensino do cinema de animação, tendo sido o criador de um novo modelo de ensino em Espanha. É conhecido pelos programas inovadores e cursos de especialização com profissionais da Pixar, Dreamworks, Disney e artistas independentes de reconhecido mérito.

Marie Christine Courtès

Marie-Christine Courtès é argumentista e realizadora de documentários e curtas-metragens de animação. Depois de estudar Literatura e História, ela trabalhou durante anos como correspondente estrangeira no Vietname e no Cambodja.

A curta-metragem de animação de animação Sous tes doigts recebeu mais de 20 prémios em todo o mundo, incluindo o Prémio do Júri do New York International Children’s Festival em 2016. No mesmo ano Sous tes doigts também foi indicado para o Cesar e o Cartoon d’Or na categoria de melhor curta-metragem. Em 2017, foi indicada para o Oscar™.

JÚRI INTERNACIONAL LONGAS

Louise Mercadier

Louise Mercadier é uma realizadora autodidata.

Licenciatura em Ciências Sociais. Realiza filmes de animação em stop-motion desde 2015.

Em 2019, termina a realização do seu primeiro filme profissional, Sororelle, co-realizado com Frédéric Even e produzido para aPapy3d e pela JPL Films, apresentado na Competição Oficial do CINANIMA 2019.

Jordi Artigas

Catalão, historiador de cinema, desenhador, graphic designer  (Escola EINA), técnico cinematográfico (EMAV), gestor cultural (Barcelona Activa).

 

Desde os anos 70 que investiga e escreve sobre o pré-cinema, cinema de animação, desenho e cultura popular. Desde 1980: fundador, diretor e programador de festivais de cinema de animação e infantis, como Mostra de Cinema d’Animació, Filmoteca de Catalunya /ASIFA-C (1986-1989); CIEJ-Centre de Joves de la Fundació “La Caixa” (1988-1992); Anima Basauri, Ayuntamiento de Basauri, País Vasco (1993-1995); Festival Cinemàgic, agora Animac, Ayuntamiento de Lleida (1996).

 

Organizou retrospetivas de cinema de animação catalão e espanhol e foi membro de júris internacionais nos festivais de Espinho (Portugal), Zagreb (Croácia), Sorrento (Itália), Bilbao (Espanha), Atenas (Grécia), entre outros.

 

Publicou obras como Caricaturas de Franco; El Cine NIC, uma Joguina Histórica del Poble-sec; Francisco Macián. Els somnis d’un mag; Caricaturas franquísimas. Escreveu ainda textos para diverses enciclopédias  e está prestes a publicar o livro El Cine NIC i altres joguines òptiques.

 

Conta ainda com a publicação de vários textos e artigos na imprensa catalã, espanhola, francesa e italiana, tanto em papel como em versão digital. A primeira colaboração na imprensa digital foi em Web Negre (2010-2012) e, posteriormente, no diario cultural digital Núvol e Buduàr de San Remo (Itália).

 

Cofundador, em 1985, da ASIFA Catalunha (Associação Internacional do Filme de Animação). Em 2020 funda a Associação Cultural Zoòtrop/ La Memòria dels Dibuixants em colaboração com Jordi Morraja e Enric Asensio.

 

É, desde 2015, comissário de cinco exposições sobre a história do cinema de animação catalão. Desde 2009, fundador e coordenador do Cineclube del Cercle, do Reial Cercle Artístic de Barcelona. Membro da Federació Catalana de Cineclubs. Em março de 2020 recebeu o “Prémio Carreira” no Festival Animac de Lleida.

Sandra Cristina Ramos

Sandra Ramos nasce em Portugal, 1974.

Frequenta o curso de Animação de Volumes, com José Miguel Ribeiro, em 2000, e deixa para trás a formação em Design de Equipamento, Faculdade de Belas Artes.UL.

Em 2001 ingressa na escola La Poudrière e realiza 3 curtas-metragens em nome individual (Flocons de Sable, En Son Brouille e Vers l’Igloo de la Mère-Grand) e uma coletiva (genérico do festival de Auch) e trabalha com alguns grandes nomes da animação mundial. Desde o regresso, realizou dois pequenos filmes profissionais (O Rato e Quiero Você) e co-realizou um (Compositio III).

É professora e formadora em animação desde 2004, em instituições universitárias (Lusófona; ESAD das Caldas da Rainha; Faculdade Belas Artes da Universidade Lisboa), escolas (EPI; Ars Animación), festivais (CINANIMA e Monstra) e, recentemente, na Conferência Anual da Society for Animation Studies, Universidade Lusófona, 2019.

Doutoranda em Desenho na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa.

JÚRI COMPETIÇÃO NACIONAL

PRÉMIO ANTÓNIO GAIO + JOVEM CINEASTA

Bruno Caetano

Bruno Isaac Grade Caetano nasceu em Portimão em 1979. Animador e construtor autodidata forma-se mais tarde no Centro de Investigação e Estudos e Multimédia na Faculdade das Belas-Artes de Lisboa, continuando a sua especialização na técnica de Animação de Volumes.  Apesar de ter uma forte preferência por esta técnica, o seu percurso profissional levou-o a participar em diversos projetos das mais variadas técnicas de animação e imagem real.

Trabalhou como animador, produtor e realizador em projetos de variadas produtoras, e é um membro fundador do COLA – Colectivo Audiovisual, um grupo de artistas em constante crescimento, unidos e focados em produzir, ensinar e divulgar animação em Portugal.

Vier Nev

Vier Nev é um artista multidisciplinar português. Estudou Multimédia na Escola Superior de Artes e Design e Realidade Virtual na London College of Communication, University of the Arts London. Vier usa perspetiva, enquadramento e espaço negativo para pintar imagens com múltiplas interpretações visuais. Os seus interesses focam-se na criação de experiências que desafiam a perceção dos espectadores e exploram o potencial artístico das tecnologias emergentes. Os seus projetos mais recentes incluem a exposição de realidade virtual “A Terra é Tela”, a experiência de realidade virtual “Dar Cria” e a curta-metragem “A Mãe de Sangue”.

Paulo Gomes

Paulo J. Gomes (também conhecido como “Paulo J. Games”) é o atual Studio Director, Game Director e Lead Producer da Saber Interactive Porto, onde dirigiu a versão Switch do vídeo jogo “Call of Cthulhu”, inspirado no conto de HP Lovecraft e onde está atualmente a dirigir a produção da remasterização da série “Crysis” para a PS4 e para a Xbox One.

Antes da Saber Interactive, Paulo foi o fundador da Bigmoon Entertainment, onde criou, dirigiu e produziu diversos videojogos para PC e consolas, como o “Dakar 18”, “Police Simulator: Patrol Duty”, o RPG “Demons Age” e “Trapped Dead: Lockdown”. Também produziu vários outros videojogos como o “Syndrome”, “Lichdom: Battlemage”, “Alekhine’s Gun”, “Neighbours from Hell 1 and 2”, “Jagged Alliance: Back in Action”, “North and South” e ainda arte para vários videojogos de corridas como o “WRC 5”, “WRC 3”, “FlatOut 4” e “MotoGP13”.

Antes de Bigmoon, Paulo fundou a GameInvest, onde dirigiu e produziu diversos videojogos casuais para PC e consolas, como “Hysteria Hospital: Emergency Ward”, “Defenders of Law: The Rosendale file”, “World of Zellians: Kingdom Builder”, “Enigma 7”, ”Hospital Hustle”, entre outros.

Além dos inúmeros videojogos dirigidos e produzidos, Paulo dirigiu e produziu a série de Animação “Tic Tac Tales” e a série musical de animação “Pikaboo” para a TV.

Paulo é um veterano produtor de videojogos, com mais de 20 anos de experiência na indústria internacional de videojogos, Professor Universitário português de programação de Videojogos e Multimédia na Universidade Portucalense e um dos pioneiros da indústria de videojogos em Portugal, tendo sido cofundador/ ex-Presidente da APROJE: Associação Portuguesa de Produtores de Jogos Eletrónicos, no início do século.